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4 de jan. de 2012

Distúrbios Renais



O sistema urinário é composto por um par de rins, um par de ureteres, pela bexiga urinária e pela uretra, tendo como função a excreção, o controle do volume e composição dos líquidos corporais. 


Foto: Sistema Urinário Masculino e Feminino


Os distúrbios renais em geral estão relacionados a um mau funcionamento dos rins, que sendo de forma aguda ou crônica, as substâncias tóxicas começam a se acumular e a fazer mal ao nosso organismo, bem como o líquido que começa a se depositar sobre a pele criando um edema.

O principal e mais comum distúrbio renal são as infecções urinárias que é um processo infeccioso que acomete as vias urinárias, dos rins à bexiga, podendo ser ascendente ou descendente.  Sendo essas infecções ocasionadas por sexo, gravidez, obstrução de algum componente do sistema urinário, refluxo vesico-ureteral, refluxo intra-renal, diabete milito, instrumentação e deficiência imunológica.

A pielonefrite é uma infecção bastante grave que pode ser aguda quando se trata do parênquima renal, podendo ser crônica quando associada a fibrose e cicatrizes do parênquima e deformações no sistema pielocalicial.

Qualquer quadro de infecção urinária deve ser sempre tratado com antibióticos, sendo que não ocorrendo a melhora, devem ser estudadas com exames de imagens como tomografia computadorizada e ultrassom.

O câncer de bexiga é outro distúrbio urinário que acomete 10% dos homens e 4% nas mulheres, sendo em geral, indivíduos da raça branca estando mais relacionado a fatores exógenos do que a fatores genéticos.

O fator mais predisponente é o tabagismo, além de contato com anilinas, infecção pelo Esquitossoma hematobium e traumatismo físico do urotélio induzido por infecção, instrumentação e cálculos.

Alguns distúrbios são tão graves que o tratamento consiste em hemodiálise que se baseia na transferência de solutos e líquidos por meio de uma membrana semipermeável que separa os compartimentos sanguíneos do banho de dialise no dialisador.

Um dos cuidados mais importantes da enfermagem em casos de disfunções urinárias consiste na monitorização diária do balanço hídrico, pois este representa o resultado de todos os líquidos administrados a esse cliente e de todos os líquidos eliminados, através dos rins, pele, pulmões e trato gastrointestinal.






Nas próximas postagens vou dedicar a escrever um pouco sobre cada um desses distúrbios, pois são mais frequentes do que imaginamos. Acredito que poderá ser um alerta ou uma forma de entender melhor como funciona o nosso organismo perante uma patologia.

6 de jul. de 2011

Pombos - Um caso de Zoonoses


 

Atualmente enfrentamos grandes problemas a respeito de animais sinantrópicos, pois quanto mais as cidades crescem, mais esses animais se multiplicam. É o caso dos pombos que são aves de origem europeia, mas muito frequentes nas cidades brasileiras.
 
Essas aves se alimentam de grãos e sementes, mas com a presença nas cidades, passaram a se alimentarem também de restos de alimentos. Têm costume de se abrigarem em locais demasiados altos como prédios, torres de igrejas, forros de casas e beiras de janelas, geralmente esses lugares estão próximos de onde se alimentam, além de servir para a construção de seus ninhos; o que provoca a permanência dos pombos nesses locais. O ciclo de vida desse animal é de 3 a 5 anos nos centros urbanos e põem de 1 a 2 ovos que são incubados por um período de 17 a 19 dias.

Esses animais são transmissores de algumas doenças como histoplasmose, clamidiose, salmonelose, dermatite e a criptococose. São ocasionadas por fungos ou bactérias encontrados nos pombos, comprometendo o aparelho digestivo, o sistema respiratório, o sistema nervoso, o aparelho digestivo e alergias cutâneas.

As prevenções dessas doenças consistem em medidas simples, que cada indivíduo pode fazer, como: não dar alimentos aos pombos para que eles tenham sua função na natureza e sua população permaneça controlada, recolher sobras de alimentos de animais domésticos, proteger o nariz e a boca com máscara ou pano úmido e utilizar luvas quando for limpar locais onde estejam fazes e ninhos de pombos, antes da limpeza deve-se usar uma solução de desinfetante a base de cloro para amolecer as excretas, além fechar os locais onde os pombos se abrigam como tela ou alvenaria depois de efetuada a limpeza.

Com cada um fazendo sua parte, diminuiremos a população de pombos nas cidades e ao mesmo tempo estaremos prevenindo doenças gravíssimas ao ser humano. Caso contrário, a população de pombos tende a aumentar e ocasionar grandes problemas de saúde pública. 

A equipe de zoonoses ajuda a controlar esse aumento, mas cabe a nós também tomarmos certas medidas, já que se trata de cuidado com a  nossa saúde e da nossa família.


Imagem: Google